1 de janeiro de 2014

Surto otimista

Meu ano começou muito bem, divertido, gostoso, tranquilo, delicinha, um ótimo indício do que pode vir, fiquei bem feliz. Até anoitecer e eu pirar, quer dizer, 2014 não tem nem 24 horas e eu já surtei. 

Tem coisa que a gente sabe que é ridícula, mas parece que só entendemos verdadeiramente a proporção quando soltamos por aí, no mundo, em cima de alguém, quando falamos em alto e bom som, daí entendemos o mico, mas já é tarde demais, o monstro da situação cretina já tá solto e sambando na sua cara.

Em minha defesa alego que o surto teve fundamento, mas ainda assim, eu gostaria de ser mais madura, acho que não tão sincera, talvez maturidade seja mentir, omitir. Será? Não sei, não sei mesmo. Mas eu não soube ser madura, não soube disfarçar, não soube deixar pra lá e eu pirei, não bastando, eu chorei. Mas como o ano mal começou, tenho a obrigação moral de ser otimista, afinal, nada melhor que um ano novinho em folha pra gente preencher com coisas malucas e sem sentido.

Então, vou ver o surto pelo viés positivo, porque eu nunca fui tão sincera gratuitamente e tão ridícula com alguém em tão pouco tempo, nunca ousei tanto ser direta, nunca dei minha cara a tapa com tanto desprendimento. Sendo assim, ainda pelo viés otimista, o ano não tem nem 24 horas e já fiz algo diferente e ~cof cof~ inovador.

Forcei no otimismo, né? Paciência, este é o meu desejo para 2014, mais otimismo, mais leveza, mais amor e, se for para pagar mico, que ao menos a gente consiga rir de si mesmo depois.

23h15 do dia 01/01/2014 e tô aqui rindo da minha cara. Já alcancei um objetivo, hein?

Vai, otimismo!

Feliz 2014, gente.