20 de janeiro de 2014

Mimimi e um bote

Neste final de semana eu fiz rafting.

Eu, que não sei nadar, fiz rafting.

E sabe o mais incrível? Mesmo eu resmungando quando o bote virou, engolindo água e achando que fosse morrer [drama queen], mesmo com a perna roxa de algo que não sei o que foi, mesmo com as minhas coxas que agora estão bicolores, porque o sol queimou pela metade, mesmo com todo medo que senti, mesmo com um incidente meio chato no meio do dia, mesmo tendo que tomar banho no vestiário feminino sem porta, mesmo eu estando imprestável agora com dores em lugares do meu corpo que nem sabia que poderiam doer, mesmo com tudo isso, foi muito legal, MUITO MESMO :D

Sei lá, eu ainda tô aqui pensando "pera, foi verdade? eu que não sei nadar, que tenho medo de tanta coisa, que sou cagona, que sempre resmungo de tudo, é isso mesmo? eu fiz rafting? eu desci um rio de bote e O BOTE VIROU COMIGO NA ÁGUA E EU NÃO MORRI? NÃO TÔ TRAUMATIZADA E PENSANDO EM FAZER MAIS 3 ANOS DE TERAPIA POR ME SENTIR INAPTA? SÉRIO? FOI ISSO MESMO?"

É bobeira, né? E sei, nem deve ser nada espetacular para muitas pessoas, mas eu tô feliz pelo item implícito no meio disso, tô contente por ter ido, por ter gostado, por ter me permitido, mesmo sabendo que poderia pagar mico, mas afinal, acho que mico maior é deixar de fazer algo por receio de ser ridícula, né?

Tô mimimi pra caralho, né? Paciência :)) 

3 comentários:

André Taffarello disse...

Parabéns!!!

Algumas das minhas melhores lembranças e histórias de vida eram de quando eu ia acampar com amigos - a gente pegava uma mochila, subia a montanha e passava 3, 4 dias sem ver ninguém, sem tomar banho, sem saber do que tava acontecendo no mundo.

Pra mim foi um jeito de "me encontrar comigo mesmo", no sentido de que aprendi muito sobre o meu próprio comportamento naquelas situações.

Agora, deixar de fazer as coisas por medo do ridículo - quem nunca ficou de braços cruzados, de camiseta preta de banda, num canto fazendo bico, enquanto tocava o pagode da amarelinha em alguma festa e todos os outros se divertiam? hahaha. Acho que algumas coisas têm limite!!! hahaha

Milla Pupo disse...

Obrigada :)

É bacana se colocar em situações que fogem da rotina, né? A gente acaba realmente descobrindo coisas de nós mesmos que nem tínhamos ideia.

Hahaha sim, tudo tem limite mesmo, o pagode da amarelinha ainda não configura uma vontade do lado de cá.



Tales disse...

Eu faço o tipo que evita de tudo, mas quando faz fica desse jeitinho que tu descreveu, saltitante, feliz. É uma sensação absurdamente maravilhosa perceber que nos limites são maiores do que a gente imaginava, né?

Parabéns pelo rafting :)