27 de agosto de 2014

Basta não ser

Eu não gosto de usar TPM como alegação para algumas coisas, me irrita a ideia de perder o controle por conta de hormônios, mas me irrita mais ainda uma onda de insegurança maluca que me faz quase chorar do nada.

Daí que eu ia escrever como fiquei chateada porque uma blusinha ficou mega esticada nos meus peitos, em como é difícil ser insegura às vezes, mas mudei de ideia e resolvi falar sobre como dá para mudar quando a gente realmente quer, se tiver uma ajudinha então, é melhor ainda.

Um amigo comentou aqui num texto que muitas vezes, nos acostumamos com uma característica própria e a tratamos como algo definitivo, por exemplo ao dizer "eu sou insegura", é como se com essa afirmação, viesse a obrigação em ser exatamente assim, afinal mudar pode comprometer a definição que temos de nós mesmos.

Dá para mudar sim, mas temos essa tendência de ficar repetindo aquilo que nos legitima como pessoa perante nós mesmos. 

Eu cresci me sentindo insegura, mas eu não preciso mais ser.
Eu sempre escutei que sou chata, mas eu posso não ser.
Eu aprendi que ciúme é demonstração de amor, mas não precisa ser.
Eu acostumei a me depreciar, mas eu não preciso mais fazer isso.
Eu acreditava que tinha tendência à tristeza, mas eu não preciso mais ter.

Se eu não quero ser de determinada forma, é só não ser, não existe nada que me obrigue a ser imutável, a não ser eu mesma.

3 comentários:

Nina disse...

Penso que a autosuperação é uma virtude. E ter conssciência de que é preciso praticá-la já se trata de um primeiro grande passo.
Beijão.

André Taffarello disse...

Assim que se fala :)

livroseoutrasfelicidades disse...

Bravo!!!