7 de abril de 2013

O pesadelo com o mini porco, o McDonalds, o moço sem perna e os Monarcas

O mundo como eu conhecia já era, rolou alguma coisa meio zumbi, meio "fodeu, você vai morrer e possivelmente logo", mas eu não morri. Em um primeiro momento eu estava cercada por macacos [sim, sempre essa coisa clichê dos macacos], eles eram agressivos e tinham um líder, bem maior que os demais, bem mais feio, aquele que deveria me matar, mas não matou porque eu corri, eu corri como se todas as minhas pseudo corridas na esteira tivessem me transformado no Bolt. 

Eu corri e, como em todo filme imbecil, me escondi num lugar sem saída, um prédio. Mas também como em todo filme imbecil, eu achei uma salvação no último momento, tudo isso porque eu não era a coadjuvante destinada a morrer, eu era a protagonista. Em um dos apartamentos eu vi luz por debaixo da porta, eu bati, pedi socorro bem baixinho, eram pessoas como eu, não infectadas e não tinham macacos ali, me deixaram entrar. Lá dentro tinha um mini porco [???], um gato, um menino sem a perna esquerda que me contou que ela foi arrancada ao tentar falar com o Monarca [????] e me disse que não é a intenção deles, mas que aconteceu. Lá também tinha um grupo de mulheres, todas lindas, todas numa mistura de Lara Croft com Jill Valentine. Daí que meio bravas, me acusaram de ter trazido os macacos comigo e que agora, teriam que dar um jeito nisso. Elas mandaram manter tudo trancado e em silêncio, e me largaram com o mini porco, com o gato e menino sem perna. Assim, um puta time.

O menino sem perna queria muito me contar como perdeu a perna, e ele falava alto e eu ficava pedindo a todo momento para ele falar baixo, não queria ser morta naquela situação e tinha dó do gato e do mini porco. O mini porco resmungava se não ficava no colo, mas sempre que eu pegava ele, achava que ia me morder e ficava nesse ciclo sem fim, entre pegar o porco e largar o porco, seguido de mandar o menino falar mais baixo. O gato apenas dormia, na dele, rei de si como a maioria dos gatos, não parecia abalado com nada.

Num dos momentos em que larguei o porco e em que o menino falava alto demais, eu vi uma sombra por debaixo da porta. Fiquei petrificada, agarrei o porco, olhei para o menino com cara de pânico e o gato dormia. Todos em silêncio, a sombra sumiu, eu agradeci a ajuda e disse que iria embora, eu morrer era aceitável, mas ter que tomar conta do menino sem perna, do porco e do gato, era demais pra mim. Fui embora.

Na rua, era de tarde, vi num pedaço de jornal no chão a manchete "pessoas adquirem consistência do que comem, cientistas alertam que....[acabou o pedaço do jornal]". Não entendi nada, achei estranho, continuei andando, as ruas estavam vazias, eu lembrava do filme Zumbilândia, eu tava tão fodida, não tinha arma, não era atleta, nada. Eu morreria. 

Do nada notei uma pequena multidão, pessoas como eu, em fila. Questionei o que estava acontecendo e me falaram que o McDonalds estava alimentando quem precisava, estavam fazendo a parte social deles. Fiquei na fila, estava morrendo de fome. Por curiosidade, pedi que um cara guardasse a fila pra mim e fui andando até a lanchonete para ver o que eles estavam dando para comer e, para minha surpresa, vi pessoas em formato de hamburger, todas meio enrugadas, redondas e fortes, bravas! Querendo morder as pessoas que era redondas e bege, que pareciam ter gergelim na cara, tinham ainda pessoas esverdeadas e que se seguravam nas coisas, estavam sempre quase voando e essas, entendi que tinham comido alface.

Era cilada, a comida do McDonalds era cilada, eu corri, mas atrás de mim veio o homem hamburger, bravo, feio e me agarrou pelo braço, ele queria me morder. Eu cai, chutei e me desvencilhei, era a protagonista, né? Eu gritava para não comerem "não comam, não comam!" mas em poucos segundos todos tinham comido e agora todos corriam atrás de mim. Eu fui correndo e correndo, até que cheguei. mais uma vez, num ponto sem saída, entendi que morreria e pensei na dor que sentiria, deve ser horrível morrer sendo mastigada, e pensei que, se tivesse como, me mataria, mas nem uma arma eu tinha.

Uma luz surgiu na minha frente, era uma mulher, ela pediu minha mão, eu dei, sumimos dali. Apareci numa casa velha, escura, e a mulher apenas me disse "preciso resolver uma coisa aqui, já vamos, fique perto". Eu fiquei.

Fomos caminhando na escuridão da casa, era tudo meio mofado, meio úmido, escuro e com cheiro ruim, em súbito ela parou, eu também. Olhei para cima e fiquei chocada: 4 mulheres, adormecidas, como que flutuando no teto, nuas, com as pernas abertas e, de suas vaginas saíam cordões umbilicais, os cordões estavam na boca de 4 homens logo abaixo delas, como se as alimentassem.

Então, de repente, senti um vento, algo se aproximando, a mulher que estava comigo apenas me puxou, ficamos de lado, encostadas na parede, então eu vi, 2 homens, imensos, bonitos e pelados, tipo os caras do filme Prometheus. Num impulso, eles subiram até as mulheres, arrancaram seus cordões, elas gritavam, um grito animal, um grito horrível, e as jogavam no canto, os homens que as alimentavam secavam. 

A mulher comigo apenas me disse baixinho "são os monarcas, eles não têm a intenção de fazer mal, mas não diferem muito bem quem deve morrer e viver, melhor ficar longe". Observamos eles irem e ela me disse que já estava tudo resolvido, que iríamos embora. Me pegou pela mão e eu acordei na minha cama, mas a minha cama não estava no meu quarto, mas sim num espaço aberto e todo gramado e, na grama, eu vi centenas de taturanas, imensas e que tentavam subir na minha cama, então eu acordei e foi tudo tão real que eu fiquei por, pelo menos, 5 minutos olhando para o meu edredom, procurando as taturanas.

Como ainda era de manhã, eu voltei a dormir e o sonho continuou de onde parou. Comigo, na cama com as taturanas, daí que a moça da luz apareceu e pediu desculpa, disse que tinha me deixado sem querer no lugar errado e me pegou pela mão. Então, eu estava numa casa, que ficava em uma colina, bem bonita. Uma casa cheia de mulheres, todas lindas, ela me explicou que viviam ali, eram uma família, que eu poderia ficar, estaria segura.

Me deram comida e ofereceram um banho. Quando fui tomar banho, uma moça foi comigo, disse que me ajudaria, eu agradeci, e disse que conseguia tomar banho sozinha, ela então disse que apenas me ajudaria aquela vez, a banheira tinha uns macetes. Entrei na banheira, estava tão cansada que ela perguntou se podia lavar meus cabelos, eu deixei. Ela então lavou e quando terminou, desceu as mãos nos meus seios. Eu pulei da banheira, perguntei o que ela estava fazendo e ela me respondeu que a harmonia do grupo tinha que ser mantida que, como em toda família, todo mundo tinha que contribuir com algo. O que mais eu poderia dar além disso?

Daí acordei. Fim.

*Relevem a escrita corrida e confusa, escrevi tudo de uma vez.

5 comentários:

Marcelo Augusto disse...

Nem David Lynch teria imaginado um roteiro tão bom! Já mostrou o texto para a sua analista? Talvez a mulher da luz seja ela! :-)))

Milla Pupo disse...

Hahah David Lynch :P
Não tive tempo ainda de falar sobre, mas devo falar na próxima ;)

Winnie Affonso disse...

o.O Mano do céu! O que vc usou antes de dormir? haha
Geralmente eu tenho sonhos bizarros, mas não são tão complexos e elaborados assim. :P

Aline Costa disse...

Sem palavras. O.o (Mas adorei)

Sara disse...

É verdade que há uma semelhança com um filme de David Lynch parece muito interessante, eu sempre tento ler esse tipo de coisa enquanto estou à espera da delivery higienopolis