6 de abril de 2013

Cat lady

Com alguma frequência eu sonho com ela, sonho que tô dormindo e que ela sobe na minha cama e me acorda. Eu fico surpresa porque eu sei que ela tá morta, mas não questiono, eu apenas deixo ela deitar do meu lado, no meu braço, como sempre fez, sinto o nariz dela gelado, sinto as unhas me arranhando de leve. Escuto ela ronronar aquele ronronado que era quase um resmungar.

Eu lembro do calor, da textura e da barriguinha dela que ficou sem pelos desde que ela adoeceu e foi preciso raspar para fazer um ultrassom. Barriguinha rosa, meio flácida pela idade de uma respeitável senhora de 15 anos. Eu tenho saudade dela, sobretudo em noites como hoje, que sei que ela ficaria ao meu lado o tempo todo, ela não me abandonaria. Posto isso, penso na minha pré-disposição a me tornar uma verdadeira cat lady, acho que vou tatuar isso.


4 comentários:

Marcelo Augusto disse...

Sua gata era tão linda! E eu também sinto tantas saudades dos meus bichos! E concordo contigo: há dias que só eles servem para fazer companhia, porque eles sabem ficar calados ao nosso lado, enquanto o resto do mundo só sabe tagarelar. Rs!

Deh disse...

Siamesas <3 siameses sialatas foréva. A Diná é a estrupícia mais sensacional que já vi e nunca mais me esqueço dela se esfregando na minha pança com nenê dentro, no dia em que a encontramos, há seis anos. Quase exatos.

Milla Pupo disse...

Marcelo, é bem verdade, em alguns momentos vale muito mais a companhia deles :)

Deh, eu amo siameses ^^ e adoro gatos estrupícios!

;**

Cheshire cat disse...

Cheguei aqui de para-quedas e parei só pra dizer que ela é igualzinha ao meu Brás Cubas e embora ele não more mais comigo (vive com a minha irmã lá em Brasília)me deu um apertinho no coração de lembrar que, sim, estatisticamente ele vai viver menos que eu :(