25 de agosto de 2013

When i'm sixty four

Quando eu tinha 15 anos imaginava que chegando aos 30 eu seria uma pessoa equilibrada, madura e tudo aquilo que vi nos filmes da sessão da tarde. Trabalharia, seria realizada profissionalmente, viajaria e saberia lidar com os homens sem grandes traumas.

Precisei fazer 31 para perceber o quanto estive errada aos 15, quer dizer, eu só acertei em trabalhar e ser realizada profissionalmente, pelo menos tô caminhando para isso, mas de resto... 

Gostaria de viajar no tempo apenas para me avisar, lá com 15 anos, que a expectativa realmente é a mãe da merda. Não que seja ruim como eu tô hoje, mas tá longe do que eu esperava.

Só isso, totalmente diferente do que esperava. Agora, como sou dada às expectativas, tô pensando como serei quando estiver 64. 



'cause who will need me?
who will like me?
when i'm sixty four.

3 comentários:

Nanie Dias disse...

Milla, eu ainda não cheguei aos trinta, mas estou perto o suficiente para saber que tudo aquilo que eu sonhava aos 15 não aparecerá magicamente em cinco anos... Talvez seja melhor eu também começar a pensar nos 64... ou quem sabe criar codornas. Uma vez me falaram que criar expectativas era furada, melhor criar codornas porque elas realmente dão ovos que são gostosinhos (e se não dão ovos, ainda assim são uns bichinhos danados de bonitinhos).

Beijos,
Nanie

Tales Gubes disse...

Eu tenho um plano de quem eu desejo ser no futuro, mas evito colocar um prazo nessa transformação. Assim vou aproveitando os passinhos de formiga dessa mutação sem a neurose de nunca chegar, pois sempre fica aquela certeza de que o caminho ainda não terminou :p

Flá Costa * disse...

Milla, eu estou prestes a fazer 24 e com a mesma sensação de não me parecer muito com a imagem que eu fazia de mim aos quinze. e como assim já faz quase dez anos que eu fiz quinze?! rs

beijoca