7 de agosto de 2013

Uma pausa

Três pessoas notaram surpresas que eu não pintei as unhas, para as três eu disse a mesma coisa "é, não pintei e nem vou, pelo menos por essa semana". A pausa é simbólica, eu entendi o que eu fiz, tornei a pausa visível, pelo menos pra mim e tá assim, tô aceitando a pausa. Tô aceitando a dificuldade que eu sei que vou lidar. 

Eu já estruturei tudo, até escrevi o que preciso falar, na verdade eu não vou falar pessoalmente, eu não sou forte assim, mas eu vou comunicar de alguma forma a decisão da minha pausa e, com sorte, da ruptura.

Eu chorei muito hoje na terapia, chorei e ri, chorei e me culpei, chorei e resolvi desatar. Ela me perguntou porque ainda não tinha feito, respondi que queria falar com ela antes, momentos assim me dão insegurança e, controladora que sou, preciso saber de algumas variáveis. Agora eu sei.

Num dos momentos do choro, eu me culpei. Me culpei por ter entrado conscientemente numa situação que me faz mal e percebi que a minha dificuldade em sair, está no fato de que saindo, admito que errei, que fiz uma má escolha, mas a verdade mesmo é que eu eu demorei a entender que não preciso ficar para sempre numa situação só porque inicialmente achei que dava conta. Desculpa, não dou e vou sair.

Queria ser mais madura e menos covarde, porque por alguns momentos, penso como seria lindo se tudo simplesmente desaparecesse, tudo acabasse sem que eu precisasse me expor, sem precisar escancarar umas feridas que achei que estavam todas já com cascas. Já experimentou arrancar casca já bem seca de uma ferida? Então, deixa marca.

Uma pausa e, quem sabe, um pouco de sorte.

2 comentários:

Juliana disse...

Demorou pra entender, mas entendeu. Isso é o que importa, eu acho! =)

Winnie Affonso disse...

Tomar a decisão é sempre a parte mais difícil, acho. Se já passou essa etapa, o resto vai fluir. ;)