29 de março de 2012

No hay banda

Eu estou enjoada da minha pessoa, eu me sinto um disco riscado e por mais que tente não reclamar, eu reclamo. Eu reclamo sempre e eu sou assim, isso eu já dei como jogo finalizado, nem tento mais reverter o placar. Mas o negócio é que eu ando com vontade de não ser mais eu de modo geral, porque não tenho me achado interessante, me vejo como uma pessoa sem muito a oferecer, uma pessoa chata, daquelas que você evita conversar porque é sempre enfadonho, cansativo e sem graça. Daí, nessa vontade de não ser mais eu, eu faço tudo errado. Eu me exponho para quem não devo no meio do desespero, eu fico carente e acho que uma pessoa que não sabe porra nenhuma da minha vida pode, por um milagre, me achar legal, sei lá, se interessar e conversar comigo [viu? carência] e crio expectativa e repito todos os passos anteriores sem perceber que comprovadamente deram errado e o resultado é só um: silencio, no hay banda.


2 comentários:

Winnie Affonso disse...

Cheguei à conclusão de que a gente enjoa e pega birra de si mesmo porque acaba acreditando nas pessoas erradas: aquelas que não querem troca, mas só a doação alheia (até o momento em que vc não pode mais oferecer nada e passa a ser desinteressante pra elas).
Daí vc vai embora com a sensação de que sempre lhe faltou muita coisa, quando, na verdade, entregou muito mais do que elas jamais conseguiriam ter por mérito próprio.

E, bom, acredito que vc tem sim muito a oferecer, que é sim muito interessante - e vou parar por aqui pra não ficar muita puxação de saco. :P

Gharcia disse...

Estranho... Tinha certeza de que vc era interessante. Mas acho que nao entendi este texto completamente. Acho q tem mais coisas