9 de fevereiro de 2011

flying cow

Registro aqui que não sei ficar de boa, deixar ir, ficar vendo a banda passar só para ouvir a música. Lamento, mas não sou assim. Essa não sou eu. Eu preciso saber qual a finalidade, qual o motivo, quais as condições, de onde viemos, para onde vamos e se os deuses eram mesmo astronautas. Não tentem me convencer que nem tudo deve ter motivo, porque tem sim! Nem que seja a finalidade de não levar a nada, isso já é algo, é um motivo.


Eu não gosto das incertezas e do romantismo do impensado. Não gosto e sabe por quê? Porque quando eu tento me aventurar e ir por um caminho de último momento, eu sempre acabo acidentalmente pegando a rota da destruição [a minha, claro]. Como no filme Twister, eu saio sem rumo, achando que vou ter uma grande aventura [há há] e termino de encontro à uma vaca voando e, ao contrário do filme, ela não passa por mim, mas ela cai na minha cabeça.


Quer dizer, quando eu tento ser essa pessoa leve que deixa fluir, tudo sempre colabora para o momento de uma vaca aparecer na minha rota e eu fico lá, atolada, sem saber como sair dali, porque o peso dela é imenso e vamos combinar que ninguém some com uma vaca do nada, né? Ela até aparece do nada, como no filme, mas depois fica lá, mugindo e você sem saber o que fazer com ela.


Antes que pensem "Ih, a Milla tá afim de um cara com ex-namorada [vulgo, vaca] não, não estou. A vaca aqui realmente é metáfora, mas pode servir para quem tem que lidar com uma ex-namorada vaca, claro. No meu caso, as vacas surgiram por um erro de percurso. Meu, é óbvio.

2 comentários:

Janaína Pupo disse...

Eita, entendi tudo...

Milena disse...

prefiro as vacas na terra, os motivos banais, as coisas por si e o alto risco. sempre. mas ninguém é igual a mim, não tenho irmão gêmeo e não adianta falar, só sabe quem vive.

tô aqui, se precisar de mim, pisca.

;*
(L)